Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Cartas de amor

                 […]

Teresa levantou os olhos, estarrecida. Ter filhos do tio? Que horror! Incapaz de dizer fosse o que fosse, afastou o braço da mãe, ergueu-se de rompante e fugiu porta fora.
            O pior foi que das pregas do vestido caiu um papel dobrado…
            Atrás da cortina, João ficou sem pinga de sangue. A carta! Só podia ser a carta para Anselmo. E imaginava a melhor maneira de lhe pedir a mão, quando o pai, desconfiado, pegou no papel, arrancou a fita e pôs-se a ler em voz alta:
            - Anselmo, meu amor…
 
      
 in  pág. 148
 Os alunos imaginaram e criaram a carta de Teresa a Anselmo. Aqui vos apresentamos, então, algumas cartas de amor que eles escreveram:
 
 
Lisboa, 29 de Outubro de 1755
 
Anselmo, meu amor,
 
Foi muito fácil apaixonar-me por si, pois há algo de encantador na sua maneira de ser, que me comove. Digo isto não por dizer, mas por sentir por si algo que nunca senti por ninguém.
Quando o vi pela primeira vez, o meu coração parecia que queria saltar de dentro do peito.
Agora, tenho a certeza que não o quero perder: preciso de si, quando estou triste, quando estou feliz!
Estou sempre a pensar em si e sonho que, um dia, hei-de tê-lo ao meu lado, sem medo que alguém nos veja.
A sua amada,
 
Teresa Violante
(Iuliana Chiaburu, nº 12, 6º 7ª)
 
 
 
 
Lisboa, 29 de Outubro de 1755
 
Anselmo, meu amor,
 
Escrevo-vos esta carta, porque já não aguento mais com tantas saudades!
Vós estais, dia e noite, na minha cabeça e no meu coração! Apaixonei-me por vós, desde o momento em que vos vi! Todos os dias choro por não vos ter perto de mim!
Sonho com a nossa união e, confesso-vos, com o nosso casamento. Morro só de pensar que irei passar o resto da minha vida com alguém que eu renego e por quem nada sinto!
A minha irmã vai casar com o meu primo Bernardo. Já marcaram a data do casamento. Porque não há-de acontecer o mesmo connosco?
Peço-vos que me escrevais. Preciso de continuar a ter esperança no nosso amor.
Despeço-me com saudades,
 
          Teresa Violante
          (Inês Gomes, 6º 7ª)
           
 
Lisboa, 29 de Outubro de 1755
 
Anselmo, meu amor,
 
            Sinto imenso a sua falta!
            É impossível, para mim, estar quase dois dias sem o ver.
            Querem roubar o meu coração e entregá-lo a outro. Porém, eu não vou deixar, pois o meu coração já tem dono: ofereci-o a si e nunca aceitarei que ele seja de mais alguém.
            Há quem diga que a nossa relação é impossível. Eu não quero acreditar em tal.
            A sempre sua,
 
 
                          Teresa Violante
                          (Ângela Cruz, 6º 7ª)
 
 
 
Lisboa, 30 de Outubro de 1755
 
Anselmo, meu amor
 
 
Estou agora, sentada na cama, a escrever-lhe esta carta, sem sequer atentar nas horas que são.
Aqui em casa está um inferno! Ando tão triste!... A minha vontade era tê-lo a meu lado e, no entanto, parece que nos querem afastar cada vez mais.
Não aguento mais silenciar este nosso amor. Se o pudesse dizer a toda a gente, a minha vida dava uma volta de 1800!
Acredito que sinta o mesmo que eu, que também se encontre só e triste.
A minha mãe anda com aquele ar, sabe, aquele ar comprometido, como se estivesse a esconder alguma coisa. Sei que tem a ver comigo e com a minha (in)felicidade!
Não quero saber de mais ninguém. Só o quero a si, enchê-lo de beijos e de mimos.
Despeço-me com muitas saudades. Esta que lhe quer muito bem,
 
                               Teresa Violante
                               (Filipe Reynaud, 6º 7ª)
 
 
 
Lisboa, 29 de Outubro de 1755
 
Anselmo, meu amor
 
 
Não sabe, certamente, o quanto gosto de si!
Quero que tenha a noção de que o meu sofrimento tem aumentado, dia após dia.
Espero por si há muito tempo, porque o amo cada vez mais. Só desejo que sinta o mesmo por mim!
Com muita estima desta que será sua para sempre,
 
                                   Teresa Violante
                               (João Machuqueiro, 6º 7ª)
 
 
 
Lisboa, 29 de Outubro de 1755
 
Anselmo, meu amor,
 
Tenho bastantes saudades vossas! Vós sois a minha razão de viver!
Espero que vos sintais tão triste e só como eu e que me amais um terço do que eu vos amo. Só isso me bastaria.
Se sentirdes o mesmo que eu sinto por vós, tenho a certeza que o nosso amor vencerá todas as barreiras.
Espero por vós.
A vossa eterna amada,
 
                                       Teresa Violante
                                        (Rúben Rodrigues, 6º7ª)
 
publicado por CREeb23bocage às 22:22

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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Lenda de Amor

 

Beja

 

            Na segunda metade do século XVII, Beja terá sido o palco de uma paixão proibida, entre Soror Mariana Alcoforado – uma religiosa que vivia no Convento de Nossa Senhora da Conceição – e o Marquês de Chamilly, um oficial francês que veio para Portugal integrando as tropas que vinham ajudar nas campanhas da Restauração.
            Segundo esta história de amor lendária, a jovem Mariana ter-lhe-á escrito cinco cartas que revelavam o quanto o seu coração sofria pela distância que os separava e pela saudade que esse homem que lhe desordenou a vida e a desviou do seu caminho para Deus.
            No Convento da Conceição ainda hoje lá está a famosa “janela de Mariana”, por onde a jovem via passar o seu amado.
 
Pesquisa realizada por Miguel Ramos (6º 7ª)
 
 
Janela de Mariana Alcoforado
  
O Convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja, foi cenário da grande paixão de Mariana Alcoforado, a presumível autora das "Lettres Portugaises".
 
 
Pode visitar-se, no Museu Regional de Beja (convento de Nossa Senhora da Conceição) a famosa janela referenciada numa das suas cartas, através da qual sentiu, pela primeira vez, os efeitos da sua paixão avassaladora, pelo cavaleiro Noel Bouton, mais conhecido como Marquês de Chamilly.
 
 
SOROR MARIANA ALCOFORADO
 
 
Nasceu em Beja, em 1640. Cedo professa no Convento de Nossa Senhora da Conceição, na sua cidade natal. Em 1663, conhece Chamilly, oficial Francês servindo em Portugal durante as guerras da Restauração. Enamoram-se. Um dia, porém, o militar regressa a França impelido por chamado superior. Está-se em 1667. Teriam trocado cartas, das quais só ficaram as escritas pela religiosa, que falece em 1723, após longa e dolorosa penitência.
Em 1669, publicam-se, em Paris, pela primeira vez, as Lettres Portugaises traduites en français, sem declarar o nome do destinatário e o tradutor. Naquele mesmo ano, sai nova edição em Colonia, com o título de Lettres d'Amour d'une religieuse écrites au Chevalier de C., Officier Français en Portugal, declarando quem era o seu destinatário e o seu tradutor: o primeiro, Chevalier de Chamilly, o segundo, Guilleragues. No texto das cartas vinha o nome da remetente: Mariana. Dali para a frente, foram lidas e traduzidas em várias línguas, sempre com progressivo interesse.
Pelo seu conteúdo e pela forma de comunicação, as Cartas são uma obra sem igual e, no nosso idioma, é preciso aguardar pelo aparecimento de Florbela Espanca, no século XX, para que uma voz de angústia passional se erga tão alto e tão dolorosamente arranque da carne a confissão amorosa logo transformada em sonetos de primeira grandeza.
Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa, Editora Cultrix, São Paulo
(Adaptado, com supressões)
publicado por CREeb23bocage às 23:03

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Poemas de amor

 

                             Poema de Amor
 
                                    Enquanto não superarmos
                                    a ânsia do amor sem limites,
                                    não podemos crescer
                                    emocionalmente.

                                    Enquanto não atravessarmos
                                    a dor de nossa própria solidão,
                                    continuaremos
                                    a nos buscar em outras metades.
                                    Para viver a dois, antes, é
                                    necessário ser um.
 
                        Fernando Pessoa
                                Pesquisa realizada por Inês Gomes, 6º 7ª
 Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
 
 
Quantas vezes, Amor, me tens ferido?
Quantas vezes, Razão, me tens curado?
Quão fácil de um estado a outro estado
O mortal sem querer é conduzido!
 
Tal, que em grau venerando, alto e luzido,
Como que até regia a mão do fado,
Onde o Sol, bem de todos, lhe é vedado,
Depois com ferros vis se vê cingido:
 
Para que o nosso orgulho as asas corte,
Que variedade inclui esta medida,
Este intervalo da existência à morte!
 
Travam-se gosto, e dor; sossego e lida;
É lei da natureza, é lei da sorte,
Que seja o mal e o bem matiz da vida.
 
                                                            Soneto de Bocage
 
                                          Pesquisa, 6º 7ª
Amor que morre

 

O nosso amor morreu... Quem o diria?
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!

Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos pra partir.

E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De que outro amor impossível que há-de vir!
 
                Florbela Espanca
               Pesquisa realizada por Miguel Ramos, 6º 7ª
 
 
Amar
 
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
 
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
 
Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
 
E se um dia hei-se ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...
 
Florbela Espanca, Charneca em Flor (1930)
 
Pesquisa realizada por Miguel Ramos (6º 7ª) e Inês Morujão (6º 10ª)
 

 

                            Amor que morre
 
 
                                         O nosso amor morreu... Quem o diria?
                                         Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
                                         Ceguinha de te ver, sem ver a conta
                                         Do tempo que passava, que fugia!

                                         Bem estava a sentir que ele morria...
                                         E outro clarão, ao longe, já desponta!
                                         Um engano que morre... e logo aponta
                                         A luz doutra miragem fugidia...

                                         Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
                                        São precisos amores, pra morrer,
                                         E são precisos sonhos pra partir.

                                         E bem sei, meu Amor, que era preciso
                                         Fazer do amor que parte o claro riso
                                        De que outro amor impossível que há-de vir!
 
                                        Florbela Espanca
                                        Pesquisa realizada por Miguel Ramos (6º 7ª)
publicado por CREeb23bocage às 22:34

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Carta de Amor

 

 

 
 Uma das muitas cartas de amor, escritas por Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935), a uma senhora de nome Ophélia Queiroz, no ano de 1920.
Meu amorzinho, meu Bebé querido:

            São cerca de 4 horas da madrugada e acabo, apezar de ter todo o corpo dorido e a pedir repouso, de desistir definitivamente de dormir. Ha trez noites que isto me acontece, mas a noite de hoje, então, foi das mais horriveis que tenho passado em minha vida. Felizmente para ti, amorzinho, não podes imaginar. Não era só a angina, com a obrigação estupida de cuspir de dois em dois minutos, que me tirava o somno. É que, sem ter febre, eu tinha delirio, sentia-me endoidecer, tinha vontade de gritar, de gemer em voz alta, de mil cousas disparatadas. E tudo isto não só por influencia directa do mal estar que vem da doença, mas porque estive todo o dia de hontem arreliado com cousas, que se estão atrazando, relativas á vinda da minha família, e ainda por cima recebi, por intermedio de meu primo, que aqui veio ás 7 1/2, uma serie de noticias desagradaveis, que não vale a pena contar aqui, pois, felizmente, meu amor, te não dizem de modo algum respeito.
Depois, estar doente exactamente numa occasião em que tenho tanta cousa urgente a fazer, tanta cousa que não posso delegar em outras pessoas.
Vês, meu Bébé adorado, qual o estado de espirito em que tenho vivido estes dias, estes dois ultimos dias sobretudo? E não imaginas as saudades doidas, as saudades constantes que de ti tenho tido. Cada vez a tua ausencia, ainda que seja só de um dia para o outro, me abate; quanto mais hão havia eu de sentir o não te ver, meu amor, ha quasi três dias!
Diz-me uma cousa, amorzinho: Porque é que te mostras tão abatida e tão profundamente triste na tua segunda carta - a que mandaste hontem pelo Osorio? Comprehendo que estivesses tambem com saudades; mas tu mostras-te de um nervosismo, de uma tristeza, de um abatimento tães, que me doeu immenso ler a tua cartinha e ver o que soffrias. O que te aconteceu, amôr, além de estarmos separados? Houve qualquer cousa peor que te acontecesse? Porque fallas num tom tão desesperado do meu amor, como que duvidando d'elle, quando não tens para isso razão nenhuma?
Estou inteiramente só - pode dizer-se; pois aqui a gente da casa, que realmente me tem tratado muito bem, é em todo o caso de cerimonia, e só me vem trazer caldo, leite ou qualquer remedio durante o dia; não me faz, nem era de esperar, companhia nenhuma. E então a esta hora da noite parece-me que estou num deserto; estou com sêde e não tenho quem me dê qualquer cousa a tomar; estou meio-doido com o isolamento em que me sinto e nem tenho quem ao menos vele um pouco aqui enquanto eu tentasse dormir.
Estou cheio de frio, vou estender-me na cama para fingir que repouso. Não sei quando te mandarei esta carta ou se acrescentarei ainda mais alguma cousa.
            Ai, meu amor, meu Bébé, minha bonequinha, quem te tivesse aqui! Muitos, muitos, muitos, muitos, muitos beijos do teu, sempre teu

                                                                              Fernando, 19/02/1920
Fac-símile de uma carta de Fernando Pessoa a Ofélia
 
Pesquisa realizada por alunos do 6º ano, turma 7ª
Maria Bethania

 

 

publicado por CREeb23bocage às 22:22

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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Museu Virtual Aristides Sousa Mendes

 

 

 

        A professora Maria Rodrigues Almeida deixou-nos uma sugestão: a visita ao Museu Virtual Aristides Sousa Mendes: http://mvasm.sapo.pt/.


        Este museu oferece bases bibliográfica e documental, bancos de imagens (fotografias e vídeos), testemunhos (escritos e orais) e um registo de refugiados, para além de  uma exposição virtual subdividida em três corredores, que se organizam cronologicamente, de uma forma sequencial: Corredor da Guerra, Corredor da Fuga e Corredor da Liberdade.

 

        Durante a segunda guerra mundial, Aristides de Sousa Mendes, era Cônsul português em Bordéus.  Quando Paris caiu nas mãos de Hitler, Bordéus foi submergido de refugiados. Apesar de formalmente ameaçado por Salazar, Aristides abriu as portas do Consulado a milhares de judeus refugiados concedendo-lhes vistos indiscriminada e gratuitamente.

publicado por CREeb23bocage às 18:38

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Semana dos afectos

 Também a biblioteca escolar assinalou a iniciativa SEMANA DOS AFECTOS, com uma exposição de trabalhos realizados em diferentes disciplinas. A propósito do dia de S. Valentim é possível apreciar mensagens de amor em diversas línguas, para além de trabalhos gráficos alusivos à temática, de que publicamos uma imagem.

 

 

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
 
Álvaro de Campos, 21-10-1935

 

 

 Pesquisa realizada por alunos do 6º ano, turma 7ª
publicado por CREeb23bocage às 17:56

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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

VIAGENS NAS LETRAS

 

No dia 3 de Fevereiro a turma 11, do 5º ano, apresentou na biblioteca a sua viagem pela magia das histórias e poemas.
 Esta viagem foi preparada pela Professora de Língua Portuguesa e Directora de Turma, Maria Inês Santos.
Os Encarregados de Educação enriqueceram a sessão lendo, também eles,  excertos de livros e pequenas histórias. Uma leitura, realizada por uma aluna, foi acompanhada por linguagem gestual, por parte da sua mãe.
A apresentação encerrou com uma homenagem à escritora Rosa Lobato Faria, recentemente falecida.
Como sempre, existiu um clima de partilha e respeito pelo  leitores, propício à motivação para a leitura.
No próximo mês, as viagens continuam, desta vez, pela Poesia.
            Continuem a ler!

 

 

 

 

 

 

 

publicado por CREeb23bocage às 23:02

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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

JÚLIO VERNE - AUTOR DO MÊS

 

Jules Gabriel Verne Allote (Júlio Verne), nasceu em Nantes, cidade francesa banhada pelo rio Loire, a 8 de Fevereiro de 1828. Juntamente com os seus irmãos Paul, Anna, Mathilde e Marie, passou a infância neste porto, onde acostavam navios carregados com especiarias e de onde zarpavam naus para terras longínquas.
Em 1848 acompanhou o pai, na sua mudança para Paris. Aí estudou Direito, enquanto frequentava também tertúlias literárias, tendo conhecido personalidades importantes da literatura francesa, como Victor Hugo e Alexandre Dumas Filho. Em 1850 estreou, em Paris, a sua primeira peça de teatro “Les Pailles Rompues” e, um ano depois, publicou o seu primeiro conto, "Un Voyage En Ballon".
Em 1867 iniciou as suas viagens, com uma ida aos Estados Unidos. O gosto pelo mar levou-o a comprar anos mais tarde embarcações, onde efectuou inúmeras viagens pelo Atlântico e Mediterrâneo.
Júlio Verne é considerado o criador da ficção científica. Para a sua obra contribuíram decisivamente o seu gosto pela leitura e a sua curiosidade científica (era um leitor compulsivo de inúmeros jornais e revistas, que assinava, coleccionando também enciclopédias e obras científicas) e as suas viagens, onde anotava e desenhava tudo o que via.
Verne foi um visionário, sendo um escritor do século XIX, previu alguns dos acontecimentos científicos que marcaram o século XX: os voos em balão à volta do mundo, o submarino, expedições a vulcões em actividade, a viagem à Lua…
Da sua vasta obra que inclui 65 romances,  para além de  “short-stories” , ensaios, peças de teatro, trabalhos geográficos e libretos de ópera, destacam-se Cinco Semanas em Balão (1863), Viagem ao Centro da Terra (1864), Da Terra à Lua (1865), Vinte Mil Léguas Submarinas (1870),  A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (1873), e A Ilha Misteriosa (1874).
Do conjunto da sua obra, mais de trinta foram adaptadas ao cinema e a séries de televisão.
Nos últimos anos de vida, Júlio Verne escreveu vários livros sobre o mau uso da tecnologia e os seus impactos ambientais.
Morreu a 24 de Março de 1905, aos setenta e sete anos de idade.
 
 
 

 Obras de Júlio Verne disponíveis na Biblioteca Escolar

 

Um Drama na Livónia / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/DRA
 
Um Herói de 15 anos / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/HER
 
A Volta ao mundo em 80 dias / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/VOL
 
A Escola dos Robinsons / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/ESC
  
Uma Cidade flutuante / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/CID
 
A Carteira do Repórter / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/CAR
 
À Roda da Lua / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/ROD
 
O País das Peles / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/PAI
 
O Arquipélago em Chamas / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/ARQ
 
O Castelo dos Cárpatos / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/CAS
 
A Galera Chancellor / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/GAL
 
Os Violadores do Bloqueio / Júlio Verne. - Amadora : Livraria Bertrand, 1973
82-3 VER/VIO
 
Cinco Semanas em Balão. - Porto : Público Comunicação Social, 2005
82-3 VER/CIN
 
Miguel Strogoff / Júlio Verne. - Lisboa : Verbo, 1990
82-3 VER/MIG
 
20.000 Léguas Submarinas / Júlio Verne : Edições Melhoramento
82-3 VER/LEG
 
Matias Sandorf / Júlio Verne. - Lisboa : Circulo de Leitores, imp. 1997
82-3 VER/MAT
 
Norte contra Sul / Júlio Verne. - Lisboa : Circulo de Leitores, imp. 1997
82-3 VER/NOR
 
Miguel Strogoff / Júlio Verne. - Lisboa : Circulo de Leitores, imp. 1997
82-3 VER/MIG
 
Dois anos de FÉRIAS / Júlio Verne. - Lisboa : Circulo de Leitores, imp. 1997
82-3 VER/DOI
 
As atribulações de um chinês na china / Júlio Verne. - Lisboa : Circulo de Leitores, imp. 1997
82-3 VER/ATRI
 
Vinte mil léguas submarinas / Júlio Verne. - Lisboa : Amigos do Livro
82-3 VER/VIN-1 þ 82-3 VER/VIN-2
 
 
BOAS LEITURAS!

 

 
publicado por CREeb23bocage às 21:14

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