Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

Lenda de Amor

 

Beja

 

            Na segunda metade do século XVII, Beja terá sido o palco de uma paixão proibida, entre Soror Mariana Alcoforado – uma religiosa que vivia no Convento de Nossa Senhora da Conceição – e o Marquês de Chamilly, um oficial francês que veio para Portugal integrando as tropas que vinham ajudar nas campanhas da Restauração.
            Segundo esta história de amor lendária, a jovem Mariana ter-lhe-á escrito cinco cartas que revelavam o quanto o seu coração sofria pela distância que os separava e pela saudade que esse homem que lhe desordenou a vida e a desviou do seu caminho para Deus.
            No Convento da Conceição ainda hoje lá está a famosa “janela de Mariana”, por onde a jovem via passar o seu amado.
 
Pesquisa realizada por Miguel Ramos (6º 7ª)
 
 
Janela de Mariana Alcoforado
  
O Convento de Nossa Senhora da Conceição, em Beja, foi cenário da grande paixão de Mariana Alcoforado, a presumível autora das "Lettres Portugaises".
 
 
Pode visitar-se, no Museu Regional de Beja (convento de Nossa Senhora da Conceição) a famosa janela referenciada numa das suas cartas, através da qual sentiu, pela primeira vez, os efeitos da sua paixão avassaladora, pelo cavaleiro Noel Bouton, mais conhecido como Marquês de Chamilly.
 
 
SOROR MARIANA ALCOFORADO
 
 
Nasceu em Beja, em 1640. Cedo professa no Convento de Nossa Senhora da Conceição, na sua cidade natal. Em 1663, conhece Chamilly, oficial Francês servindo em Portugal durante as guerras da Restauração. Enamoram-se. Um dia, porém, o militar regressa a França impelido por chamado superior. Está-se em 1667. Teriam trocado cartas, das quais só ficaram as escritas pela religiosa, que falece em 1723, após longa e dolorosa penitência.
Em 1669, publicam-se, em Paris, pela primeira vez, as Lettres Portugaises traduites en français, sem declarar o nome do destinatário e o tradutor. Naquele mesmo ano, sai nova edição em Colonia, com o título de Lettres d'Amour d'une religieuse écrites au Chevalier de C., Officier Français en Portugal, declarando quem era o seu destinatário e o seu tradutor: o primeiro, Chevalier de Chamilly, o segundo, Guilleragues. No texto das cartas vinha o nome da remetente: Mariana. Dali para a frente, foram lidas e traduzidas em várias línguas, sempre com progressivo interesse.
Pelo seu conteúdo e pela forma de comunicação, as Cartas são uma obra sem igual e, no nosso idioma, é preciso aguardar pelo aparecimento de Florbela Espanca, no século XX, para que uma voz de angústia passional se erga tão alto e tão dolorosamente arranque da carne a confissão amorosa logo transformada em sonetos de primeira grandeza.
Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa, Editora Cultrix, São Paulo
(Adaptado, com supressões)
publicado por CREeb23bocage às 23:03

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